terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A informática e a família


DE VEZ EM QUANDO as empresas de informática lançam no mercado um novo produto que promete melhorar o computador da gente. “Chegou uma atualização para o seu programa de fotografia”, diz o técnico. Algumas dessas atualizações devem ser compradas, outras podem ser feitas pela própria Internet. É de se imaginar porque a natureza não criou essa possibilidade em relação aos seres humanos. Randy Glasbergen, cartunista americano, fez um cartum em que uma senhora chega numa loja e pede ao balconista:
- Preciso de programa de atualização para o meu marido. Um que possa corrigir a sua pronúncia, a sua gramática e, principalmente, as suas opiniões.

QUEM SABE NO FUTURO isso venha a ser possível. A informática aprimorando a dimensão comportamental do ser humano. Nos botecos, a gente ouviria diálogos mais ou menos assim:
- Comprei o Esposa.6, a nova versão de processador que faz as mulheres realizarem seis tarefas simultaneamente, com pacote adicional de aversão a telenovelas e a gastos com cartão de crédito.
- Esse aí já está ultrapassado. Bom mesmo é o Esposa.7, que vem com blindagem de antivírus a Ricardão. Um amigo lá do escritório instalou o Esposa.6 e um hacker entrou no sistema. E pelo jeito entrou no sistema sem camisinha e sem nada...

COMO SERIAM os programas de atualização para os demais familiares? Para os filhos, o Garoto.5, programa capaz de expandir a memória cerebral a fim de caber, além de games, músicas, nomes e endereços de garotas, um pouco da programação escolar. Para as filhas, a última novidade seria o Lady Compact.03 Real Processor, programa com extensor de memória e pacote de arquivos para ajudar na higiene pessoal, na organização do quarto, nas tarefas escolares, na maquiagem e na escolha e combinação de roupas e calçados em apenas cinco minutos.
Muito útil também seria o Sogra Snake Criator.5, um programa originalmente usado para manejo de répteis, mas com ligeiras adaptações para uso doméstico.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Últimas palavras

NINGUÉM DE NÓS tem a menor noção de qual será a última frase que diremos antes de morrer. Mas, se nos fosse dada a oportunidade de fazer essa escolha, que frase diríamos? Difícil saber. O que não é tão difícil é imaginar que muitas das frases abaixo certamente foram as últimas de um número razoável de pssoas. Veja:
- Atire então se você for homem!
- Vamos atravessar correndo que dá.
- Que pernas lindas tem a sua irmã!
- Adoro essas ruas à noite, pois são super tranqüilas.
- Tem certeza que não tem perigo?


- Meu sonho sempre foi saltar de para-quedas. E neste instante vou realizá-lo. Eu mesmo o dobrei!
- Que botão vermelho é esse?
- Confie em mim.
- Aqui é o piloto. Vamos passar por uma leve turbulência.
- Capacete? Imagina, tá calor.


- Essa arma é de verdade ou de mentira?
- Desce desse ônibus e me encara de frente, sua bicha!
- Você é grande mas não é dois!
- Que assalto, coisa nenhuma! Eu vou é te cobrir de porrada!
- O que acontece se a gente apertar esse negócio?
- É Pitbull, mas é mansinho.
- Sogrinha, posso comer um poquinho desse arroz doce horroroso que você faz?

sábado, 5 de dezembro de 2009

Manual da Brochada


E ESSA AGORA? Estudos clínicos apresentados recentemente no 23º Congresso Europeu de Urologia, em Milão (Itália), comprovam a existência de uma relação estreita entre o tamanho da barriga do homem e a disfunção erétil, nome mais chique para a impotência sexual. Segundo os estudos, o excesso de gordura acumulada no abdômen não afeta apenas a aparência física, mas também a saúde sexual do homem. Isso porque o acúmulo de gordura abdominal é um dos sinais da síndrome metabólica e pode estar associado à redução das taxas do hormônio testosterona.
Da famosa série “Problemas para se empurrar com a barriga”.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Family life


NUM RESTAURANTE, ouvimos esse curioso comentário:
- Primeiro falaram na televisão com imagem tridimensional. Lá em casa a gente já tinha uma: a pessoa aparecia na tela com três bocas e seis orelhas. Agora estão falando em televisão digital e a nossa também já é: só funciona se a gente sentar o dedo.

FINAL DE ANO é época para reavaliar algumas coisas. As correrias da vida, por exemplo. Deve ser por isso que alguém diz ter ouvido a seguinte observação de um sujeito para sua esposa:
- Acho que a gente precisa passar mais tempo com as crianças... Quantas delas nós temos mesmo?

JÁ QUE o assunto é família, lembrei a experiência de um sujeito cuja esposa está se formando em Direito. Nos últimos meses, a obrigação de cumprir horário no núcleo de aplicação, de estudar para as provas finais e de elaborar e apresentar o maldito Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), as atenções para a família minguaram até o ponto zero. Estranhamente, ela não riu quando ele, noite dessas, chegou sentou-se para jantar e disse:
- Nossa, que legal! Sólidos desnatadados e desidrogeneizados, com sopa artificial de vegetais sintéticos e sobremesa instantânea para microondas, com aroma tipo imitação de pêssego! Igualzinho minha mãe e minha avó sempre faziam!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

VIDA URBANA

Diz que aconteceu de verdade. Toca o celular, o sujeito acorda assustado. No visor, aparece apenas “Privado”. Ele atende o telefone e ouve uma voz chorosa:
- Pai, eu fui assaltado pai, eles me pegaram, estou com eles pai!
Ele então responde, ainda com voz sonolenta:
- Calma, filho. Onde você tá? O papai vai te ajudar, certo? Mas antes, só uma coisinha: você precisa nascer primeiro!
No aparelho só se ouviu o tu, tu, tu...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Seu Arruda, que pouca vergonha!


Deve ser duro para a revista “Veja”, pouco tempo depois de publicar nas páginas amarelas entrevista em que um contrito José Roberto Arruda aparece como Madalena arrependida, que ao se eleger governador do Distrito Federal teria dado a volta por cima em relação às inúmeras lambanças que emporcalham sua biografia política. Muitos dos que leram a entrevista devem ter pensado: “Esse aí parece que tomou jeito”. Nem parecia mais o homem que renunciou ao cargo de deputado para escapar da cassação no triste episódio da fraude do painel de votação, ainda nos tempos em que o Congresso estava nas mãos do coronel ACM. Na “Veja”, Arruda falava em ética, em transparência e em como estava modernizando a administração do DF e combatendo a corrupção. Pffff...
Corta para as cenas de Arruda botando um pacotaço de cédulas no bolso, pedindo uma sacola e dizendo que era arriscado sair com aquela dinheirama de qualquer jeito. As imagens mostram não só ele, mas outros tantos de seu governo enlameados dos pés ao cabelo. No caso de Arruda, dos pés ao couro outrora cabeludo. Não adianta: José Roberto Arruda é a conversão que nunca aconteceu.
Mas parece que aí está apenas a ponta do iceberg. Como o dinheiro sujo do governo do DF ia para parlamentares distritais, pode-se esperar isenção no encaminhamento de um impeachment? Como o dinheiro sujo do governo do DF, ao que tudo indica, também ia para figurões do Judiciário local, pode-se esperar isenção num urgente pedido de afastamento do governador, absolutamente necessário até que tudo seja devidamente investigado e esclarecido?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Companheiros, a luta continua!


PARA QUEM ACHA que o governo já tem programas demais, uma notícia: Brasília prepara uma saraivada de novas ações para garantir os índices de popularidade da administração federal. Uma lista à qual tivemos acesso e que vai ser revelada agora, em primeira mão. Acompanhe:

FONTES SIGILOSAS nos adiantaram que depois do PAC (Pão, Água e Circo), está sendo preparado o Balanço de Operações Legislativas Avançadas (Bola). Na prática, vai funcionar assim: sujeito deu bola fora em pronunciamento na Câmara ou no Senado, leva uma bolada nas costas. Ou é condenado a ouvir discursos da Dilma Roussef todo dia, durante seis meses.

OUTRA AÇÃO que estaria em andamento é o Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto (Piada). A meta, como o nome diz, é erradicar o analfabetismo entre adultos de todo o Brasil o que inclui, naturalmente, aulas e cursos intensivos com boa parte dos membros do próprio governo.

IMPORTANTE MESMO é o Programa de Revisão Organizacional dos Poderes Institucionais Nacionais e Autárquicos, popularmente chamado de Propina. Tem como objetivo destravar engrenagens, abrir portas nas repartições públicas, desemperrar processos e outros procedimentos similares. Era para ter sido lançado no ano passado, mas a comissão que o elaborou recebeu propina para adiá-lo por mais seis meses.

TAMBÉM SE DEVE lembrar aqui a Frente Extra Ruralista de Reorganização de ONGs Urbanas (Ferrou). E o que dizer da Base de Operações Sociais Trabalhistas e Agrárias, cuja sigla foi logo descartada sob o argumento de que “não cheiraria bem às classes trabalhadoras”? Para acabar com a crise no setor aéreo, está em fase de formatação o Centro de Aviação Internacional Unificada (Caiu). Por fim, alguém nos lembra que existe ainda a FRENTE (Ferrou o Resto que Estava Na Tola Esperança).
Que mais podemos esperar?