sexta-feira, 8 de julho de 2011

Bactérias assassinas



Os intestinos da República não agüentam. Padecem de grande infecção, causada por poderosas bactérias. Em seis meses de governo, lá se vão dois ministros, defenestrados por causa de corrupção. Com eles, secretários e outros assessores, igualmente ladravazes do erário público. Interessante: é sempre a imprensa quem descobre, denuncia e derruba esses bandidos. Tribunais de contas e ministério público raramente acertam uma. E quando a coisa fica por conta da burocracia judiciária, não anda. Aqui nos trópicos, a sociedade parece estar longe de atingir desenvolvimento capaz de eliminar esses microorganismos do tecido social ainda em sua fase inicial. Veja-se o caso do mensalão, que data ainda do primeiro mandato de Lula. O homem foi reeleito, cumpriu todo o segundo mandato, elegeu a sucessora e até agora ninguém foi punido.
Gente, cadê o meu maldito saco de vômito?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Triagem celeste



Tem essa outra, enviada pelo Flávio Nunes, de Florianópolis. Não sei quanto a vocês, mas eu ri sozinho, feito um tonto, ao ler esse troço na madrugada:


São Pedro, fazendo uma "triagem celeste", para saber quem pode entrar no céu ou ir para o inferno, foi perguntando ao americano:
- O que é mole, mas na mão das mulheres fica duro?
O americano pensou e disse:
- Esmalte.
- Muito bem, pode entrar - disse São Pedro.


Perguntou ao italiano:
- Onde as mulheres têm o cabelo mais enrolado?
O italiano respondeu:
- Na África.
- Certo. Pode entrar.


Para o alemão:
- O que as mulheres têm, com 6 letras, começa por B, termina com A, e não sai da cabeça dos homens?
O alemão respondeu:
- A Beleza.
- Certo. Pode entrar.


Para o francês:
- O que as mulheres têm no meio das pernas?
O francês respondeu:
- O Joelho.
- Muito Bem. Pode entrar também.


E perguntou ao inglês:
- O que é que a mulher casada tem mais larga que a solteira?
O inglês respondeu:
- A cama.
- Ótimo. Pode entrar.



E ao espanhol:
- O que é redondo, tem duas letras, um furo no meio, começa com C, quem dá fica feliz, e quem ganha fica mais mais feliz ainda?
O espanhol respondeu:
- CD.
- Certo! Entre também.



O brasileiro virou-se e foi saindo de fininho... São Pedro o chamou:
- Você não vai querer responder a sua pergunta?
O brasileiro respondeu:
- Sem chance! Errei todas... Para que lado fica o inferno???

Quem não se comunica, se trumbica



Tenho recebido um monte de piadas enviadas por leitores. Algumas são tão velhas que devem ter sido encontradas por arqueólogos em alguma ruína da civilização suméria. Mas outras são até legais, como esta aí, enviada pelo João Paulo Armínio, de Guarulhos:

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Fazia tempo que o mineiro não fazia uma programação, digamos, amorosa. Chegou na zona e disse para a primeira tia que passou na sua frente:
- Quanto cê cobra?
- Cem reais.
- Muito caro! Cé é doida? Que loucura é essa? Tá muito caro!
- Vou fazer um desconto pra você: cinqüenta reais...
- Não, eu só tenho 12 conto...
- É muito pouco! Por esse valor, eu não dou.
- Então eu te doi 12 conto e o meu celular.
A tia pensou, pensou, avaliou o momento econômico, as prestações vencidas, outras prestações vencendo e disse:
- Tá bem, eu topo.
Foram para o quarto. Terminada a festa, o mineiro levantou, botou as calças e deu os 12 reais para a moça, que falou:
- E o celular?
O mineiro, mais que ligeiro:
- Anota aí: 9141-1014.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Andrea Bersani - Itália

Adeus, Mário Chamie


Vejo no noticiário que partiu neste final de semana o poeta Mário Chamie. Comido pelo câncer no pulmão e pela quimioterapia aos 78 anos. Vou dizer que desde a adolescência aprecio seus versos. Ele não fulgura no panteão dos bardos mais renomados, talvez por ignorância em torno de seu trabalho, talvez porque nem todos os grandes poetas tenham que estar no ponto mais alto do firmamente. Muitos, como Chamie, é bom que fiquem por aqui, lidando com a palavra como um marceneiro lida com a madeira. Andava esquecido, como tanta gente boa nesse país onde chamam mais a atenção os escândalos de Brasília, as obras da Copa e as trivialidades das novelas globais.
Para quem pensa, para quem gosta das letras, ele já está fazendo falta. RIP!


A CARNE É CRÁPULA

A carne é crápula
sob o olho cego
do desejo.

A carne é trôpega
se fala sob o pêlo
de outro desejo alheio.

A carne é trêmula
e fracta.
Crina de nervos,
veneno de víbora,
a carne é égua
sob o cabresto
de seus incestos
sem freios.

Fálica e côncava,
intrépida e férvida,
a carne é estrábica
nos entreveros
do sexo
com seus desacertos
conexos.

Sob o olho
sem mácula e cego,
a carne é crápula
nos arpejos
indefesos
de seus perversos
desejos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A calcinha da Gleisi Hoffmann



Vou confessar uma coisa para vocês: eu tenho uma queda pela ministra Gleisi Hoffmann. Aliás, mais que uma queda, eu tenho um tombo pela Gleisi Hoffmann. Em meio a essa mulherada feia que desfile pelos palcos do poder brasileiro, é um refresco ver a simpatia e a beleza da senadora que, de repente, virou ministra. Ok, ok, ela é casada. Pior que isso, é casada com outro ministro, o Paulo Bernardo. Fazer o quê? Ninguém é perfeito...
Foi com surpresa (...) que vi a foto de Gleisi mostrando a calcinha em uma de suas primeiras aparições como ministra. Dizer assim, mostrando a calcinha, é um exagero que não se afigura bem à ministra. Foi, na verdade, um descuido. É coisa que pode ocorrer com qualquer mulher, mas que toda senhora - se não quer se exibir - deve cuidar, sobretudo quando cercada por esses malditos paparazzi.
É claro que Gleisi só virou notícia por causa do seu sexy appeal. Já pensaram numa foto mostrando a zorba da Dilma? Ou, horror dos horrores, a "calcinha" da Ideli Salvatti?

À flor da pele



Fui aprovado no teste do caroço.
Fui recebido por uma dermatologista, que constatou ser apenas uma erupção aquela coisa que começou a surgir no lado direito do meu rosto, coisa que poderia virar um cisto, segundo ela. Por isso, aplicou anestesia local e cauterizou. Subiu fumaça. Como era mais de meio-dia, fiquei com fome ao sentir o cheiro da minha própria carne queimando. Autofagia é isso, o resto é apelido.
Dona Derma me recomendou um serviço de funilaria e pintura na testa que, além de uma cicatriz, provocada por um acidente na adolescência, anda vincada pelas marcas de expressão. Disse que o laser é menos invasivo e que uma plástica, nesta minha idade (sic), seria menos aconselhável. Saí de lá mais leve - com um caroço a menos - e me perguntando se o legal de tudo não é justamente carregar na cara as marcas das alegrias e tristezas que é viver. Uma amiga fez tanta plástica que já carrega um mamilo no queixo. Outro toda vez que espreguiça chuta a testa...