quinta-feira, 12 de maio de 2011

A diferença entre o correto e o justo



Veja só que interessante essa história, enviada por um leitor:


Coincidentemente, dois juí­zes encontram-se no estacionamento de um motel e, constrangidos, reparam que cada um estava com a mulher do outro.
Após alguns instantes silentes e de "saia justa", mas mantendo a compostura própria de magistrados, em tom solene e respeitoso um diz ao outro:
- Nobre colega, inobstante este fortuito imprevisí­vel, sugiro que desconsideremos o ocorrido, crendo eu que o CORRETO seria que a minha mulher venha comigo, no meu carro, e a sua mulher volte com Vossa Excelência no seu..
Ao que o outro respondeu:
- Concordo plenamente, nobre colega, que isso seria o CORRETO... No entanto, não seria JUSTO, levando-se em consideração que vocês estão saindo e nós estamos entrando...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Gostosa é a vovozinha!

Exclusivo: a foto do Bin Laden morto



Este blog sai em primeira mão na divulgação da foto que está causando a maior polêmica no mundo inteiro. Ela, a foto do Bin Laden morto! Nosso enviado especial fotografou o exato momento em que os fuzileiros da tropa especial enviada pelos EUA mandaram o líder terrorista parar, depois de acertar um tiro em sua cabeça. Bin Laden ainda teria dito, nos estertores da agonia: "Uma bala de fuzil disparada por um infiel americano é a última coisa que me passou pela cabeça..."
Olhem bem para a foto e respondam: é ou não um furo de reportagem?

sábado, 30 de abril de 2011

Resíduo - Carlos Drummond de Andrade




(...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.

Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.

(...) E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

A besta, a mãe e a cria

Poucas coisas me comovem mais do que a forma como algumas mulheres se dedicam a seus filhos. Eu sei que é uma coisa instintiva, animal, aquele negócio da fêmea que cuida da cria pela preservação da espécie. Mas é comovente porque no fundo, se existe amor no estado puro, esse é o amor entre mãe e filho. Porque uma criança, no fim das contas, ama sem outro interesse que não seja o de amar. E uma mãe ama sua cria sem outro interesse que não seja o de vê-la crescendo bela, pronta para enfrentar e vencer os desafios do mundo.
Em instantes, vou me encontrar com minha mãe. Vou beijar seu rosto cansado, de quase 70 anos, tocar suas mãos sempre quentes, ouvir sua voz reclamando de mil doenças e de cinco mil tipos de dores pelo corpo. Mas eu vou comer o frango em molho que ela faz, divina e incomparavelmente. Frango em molho, arroz branco, pão e vinho. Vamos falar sobre as coisas do mundo e o mundo das coisas. Ela vai me perguntar por que eu escolhi o sábado à noite, vai dizer que eu devia estar por aí, com amigos, com uma namorada, essas coisas. Mas vai se sentir feliz em me receber e em ter a minha companhia.
Vou levar antecipadamente o meu presente do dia das mães, porque nesta data estarei no Mato Grosso e, no dia 13, embarcando para a Europa.
Quando vejo esta foto aí embaixo, eu divago de modo incontrolável. Já fiquei olhando para ela por quase uma hora. A crueldade do nazista disparando sua arma me gela inteiro. Quem mais, além do fotógrafo, estava ali, presenciando a cena? O que sentiram e pensaram essas pessoas? Teria havido pelo menos um espasmo de revolta em alguém? Mas o que faz desta foto a cena mais intrigante e cruel de todas as que vi daquele período negro em que foi mergulhado o mundo durante a Segunda Guerra é a forma como a mãe, no seu instinto irreprimível, tenta ingenuamente proteger a criança da besta que se precipita em sua direção com toda a ferocidade.
Paro por aqui, para não perder o apetite.

sábado, 23 de abril de 2011

O lado que eu gosto da Fergie




Tem gente que diz que eu só gosto de música velha. Vocês estão parcialmente corretos. Há um lado das cantoras modernas que me atrai. Está aí a Fergie que não me deixa mentir. Estou amolando os dentes...

Born To Be Blue


Words & Music by Mel Torme & Robert Wells, 1946
Recorded by Nancy Wilson, 1960


G Bb9 Cm7-5 G
Some folks were meant to live in clover,

G Bb9 Am7 D7
But they are such a chosen few;

G Cm G G6 Cm7-5
And clover, being green, is something I've never seen,

G Cm7 D9 D7
'Cause I was born to be blue.


G Bb9 Cm7-5 G
When there's a yellow moon above me,

G Bb9 Am7 D7
They say that moon beams I should view;

G Cm G G6 Cm7-5
But moon beams, being gold, are something I can't behold,

G Am7 D7 G
'Cause I was born to be blue.



Bridge:


Am7 D7 Am7 D7
When I met you, the world was bright and sunny;

Am7 D9 D7 G
When you left, the curtain fell.

E7 A7 E7 A7
I want to laugh, but nothing strikes me funny;

A7 Am7 D9 Am7 D7
Now my world's a faded pastel.


G Bb9 Cm7-5 G
Well, I guess I'm luck - i - er than some folks --

G Bb9 Am7 D7
I've known the thrill of loving you,

G Cm G G6 Cm7-5
And that alone is more than I was created for

G Am7 D7 G
'Cause I was born to be blue.