terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A Nightingale Sang In Berkeley Square




G Em Bm G7
That certain night, the night we met,

C B7 Em B+
There was magic abroad in the air;

G D7 G7 Cm
There were angels dining at the Ritz

G Em Am7 D7 G Em Am7 D7
And a nightingale sang in Berkeley Square.


I may be right, I may be wrong,
But I'm perfectly willing to swear
That when you turned and smiled at me

G Em Am7 D7 G Em Em6 F#7
A nightingale sang in Berkeley Square.



Bridge 1:

B7 C#m7-5 F#7
The moon that lingered over London town --

Bm Gdim C#m7-5 F#7
Poor, puzzled moon, he wore a frown.

B7 C#m7-5 F#7
How could he know we two were so in love

Bm Gdim Am7 D
The whole darn world seemed upside down.


The streets of town were paved with stars,
It was such a romantic affair.
And as we kissed and said "Good-bye,"
A nightingale sang in Berkeley Square.


How strange it was, how sweet and strange;
There was never a dream to compare
With that hazy, crazy night we met
When a nightingale sang in Berkeley Square.


This heart of mine beat loud and fast,
Like a merry go round at the fair;
For we were dancing cheek to cheek
And a nightingale sang in Berkeley Squre.


Bridge 2:

When dawn came stealing up all gold and blue
To interrupt our rendezvous,
I still remember how you smiled and said,
"Was that a dream or was it true?"

Our homeward step was just as light
As the tap-dancing feet of Astaire,
And like an echo, far away,
G Em Am7 D7 G Em
A nightingale sang in Berkeley Square.


Coda:

Am7 D7 Dm6 E7
I know 'cause I was there

C C/B Cm D7 G Em Cm Cm7-5 G
That night in Berkeley Square.




Words & Music by Eric Maschwitz & Manning Sherwin
Recorded by Nat "King" Cole, 1943, and also by Tony Bennett, 1992

Da arte de ligar a tevê e desligar


Conheço um cara que se matou na véspera do Natal. Era o tipo do sujeito que poderia ter dado cabo da vida em qualquer época do ano, mas a impressão que ficou entre os amigos é a de que o clima de festa potencializou a sua angústia, sua solidão, sua convicção de que era um monte de bosta inútil no mundo. Por que a gente acha que as coisas vão ser diferentes só porque termina uma contagem de 12 meses e começa outra, logo em seguida? O ser humano complica as coisas. Na verdade, o tempo tem sobre nós -ou deveria ter - a mesma influência que tem sobre os animais. Entra ano, sai ano, as coisas ficam na mesma. Para fugir disso, é preciso que ocorram dentro da gente as grandes mudanças. Mas, falando assim, meu comentário corre o risco de virar uma dessas bobajadas dos livros de auto-ajuda.
Fico pensando na última coisa que passou pela cabeça do cara que se matou. Antes que algum engraçadinho tome a frente, já vou dizendo que não foi uma bala. Ele tomou veneno, ligou a TV num desses canais da Sky, deitou na cama e apagou. Simples assim. É preciso ser um covarde para pedir demissão da vida ou é preciso ter coragem para chutar a banda e partir para uma carreira subsolo?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A vida se resume a quatro garrafas




Droga: já estou na terceira...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Considerações de peso


Fui à crisma da filha de um amigo.
Não acredito que fiz isso, porque a celebração durou mais de duas horas e a temperatura no recinto estava insuportável. Enfim, o que a gente não faz por um amigo? Para enfrentar a maratona, passamos num boteco e tomamos várias cervejas, o que aumentou a transpiração e o calor. Mas estou escrevendo sobre isso porque à minha frente havia um homem de uns 200 quilos, suando a bicas e respirando com enorme dificuldade. Cada movimento seu era uma complicação. Ao afastar uma das patas, o sujeito pisou no pé de uma senhora que se esqueceu por completo do fato de estar em uma igreja e disse coisas impublicáveis para a figura paquidérmica. O homem se desculpou duas ou três vezes, mas a mulher, olhando para o pé esfolado e para o agressor, continuou grasnando feito uma gralha: "Estúpido! Não vê que tem gente atrás? Grosso!".
Durante o resto da celebração, fiquei pensando em como seria o mundo se todos os seus habitantes fossem obesos. Boa parte dos esportes desapareceria. Imagine um gordo fazendo exercícios nas argolas ou dando um duplo salto mortal carpado nos exercícios de solo. Ou então um time de futebol em que o mais magro dos jogadores tivesse o corpinho do Ronaldo... Ri sozinho ao pensar nisso, mas depois me recompus, olhando para o Cristo lá na cruz. Mas voltei a rir ao pensar que o próprio Cristo, se fosse obeso, não teria conseguido caminhar sobre as águas. Provavelmente teria devorado os peixes e os pães, antes do milagre da multiplicação. E ginástica alguma seria suficiente para pendurá-lo no crucifixo...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010